Tabatinga e mais 3 municípios do AM fazem mobilização contra o sarampo
Ação conjunta na tríplice fronteira com Peru e Colômbia vacina a partir dos 6 meses de idade. O Amazonas soma 21 dos 65 casos confirmados no Brasil em 2026.
Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Atalaia do Norte, no Amazonas, participam neste sábado (7) de uma mobilização de vacinação contra o sarampo na tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. A ação é conjunta com os países vizinhos, segundo o Ministério da Saúde.
De acordo com o ministério, a estratégia é feita em parceria com os governos locais. O objetivo é ampliar a proteção da população diante do avanço da doença nas Américas. A vacinação será intensificada em portos, comunidades ribeirinhas e áreas indígenas.
Onde e quem pode se vacinar
Segundo a pasta, equipes estarão em unidades de saúde e em locais de grande circulação, como portos, feiras, escolas e estabelecimentos comerciais. Também haverá visitas domiciliares. A mobilização conta com o apoio dos distritos sanitários especiais indígenas Alto Rio Solimões e Vale do Javari e das Casas de Saúde Indígena (Casai).
Nos quatro municípios, todas as pessoas a partir dos 6 meses de vida podem receber a vacina, independentemente do histórico vacinal. Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias recebem a dose zero, que não substitui as doses previstas no calendário de rotina. A partir dos 12 meses, vale o esquema recomendado para cada idade.
Casos no Amazonas e nos países vizinhos
Dos 65 casos importados confirmados no Brasil em 2026, 21 foram registrados no Amazonas, em cidades da faixa de fronteira com o Peru e a Colômbia. Tabatinga tem 9 casos, Benjamin Constant 6, São Paulo de Olivença 4 e Atalaia do Norte 2.
O Ministério da Saúde informou que o Peru registra mais de 2 mil casos em 2026 e está entre os países com mais notificações nas Américas. A Colômbia confirmou 17. Para reforçar a resposta regional, o ministério disponibilizou 500 mil doses da vacina tríplice viral ao Peru, com envio previsto para os próximos dias.
O Brasil permanece livre da circulação endêmica do sarampo desde 2024. Em 2019, o país chegou a registrar mais de 20 mil casos. Para evitar que o vírus volte a circular, o ministério mantém busca ativa de casos, vigilância epidemiológica e bloqueio vacinal em áreas prioritárias.
A cobertura vacinal no Amazonas em 2025 ficou em 89,7% na primeira dose e 76% na segunda, segundo o ministério. No país, os índices foram de 93,15% e 78,61%, respectivamente.
Com informações de Agência Brasil — Últimas notícias, Rios de noticia.




