Ataque russo a escola usada para ajuda humanitária na Ucrânia deixa 33 mortos
Bombardeio em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia, ocorreu na segunda-feira (2). Mais de 50 pessoas podem estar sob os escombros, segundo o governo ucraniano.
Um bombardeio russo contra uma escola usada como ponto de distribuição de ajuda humanitária matou ao menos 33 pessoas em Komyshuvakha, vilarejo da região de Zaporizhzhia, no sudeste da Ucrânia. O ataque ocorreu na segunda-feira (2), perto da linha de frente. O balanço mais recente foi divulgado nesta terça-feira (3) pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
O número de mortos subiu ao longo de dois dias. Na segunda, os serviços de emergência falavam em 24 mortes. Na terça de manhã, uma autoridade local já citava pelo menos 31, e o total chegou a 33 com o avanço das buscas. Segundo Zelensky, cinco pessoas foram retiradas com vida dos escombros. Mais de 50 moradores ainda podem estar soterrados. Outro relato falava em quase 50 desaparecidos.
Como foi o ataque
De acordo com as autoridades ucranianas, a escola não tinha aulas regulares e servia de apoio a quem permaneceu na região durante a guerra. Famílias iam ao local toda semana para receber alimentos e outros itens essenciais.
Na manhã de segunda, aeronaves russas teriam lançado bombas sobre a escola enquanto moradores aguardavam atendimento. Em seguida, novas explosões atingiram um abrigo próximo, onde pessoas tentavam se proteger. Entre os mortos há civis, dois socorristas e quatro policiais que atuavam na resposta à emergência. O risco de novos bombardeios preocupa as equipes que trabalham nas buscas.
Reação da ONU e versão de Moscou
O coordenador humanitário da ONU na Ucrânia, Matthias Schmale, condenou os ataques. Em comunicado divulgado na terça, a organização afirmou que os bombardeios atingiram moradores que buscavam assistência, funcionários da administração local e integrantes das equipes de emergência. A ONU também confirmou que tanto a escola quanto o abrigo vizinho foram alvos.
O governo ucraniano diz que a Rússia atacou de propósito um local frequentado por civis em busca de proteção e ajuda. Moscou nega ter escolhido moradores como alvo e sustenta que atingiu forças militares ucranianas. Não há, até o momento, conclusão independente sobre todos os detalhes do ataque.
As equipes de resgate seguem trabalhando para localizar desaparecidos e identificar as vítimas. O número de mortos pode aumentar conforme as buscas avançarem.
Com informações de Portal do Holanda, CM7.




