quinta-feira, 5 de novembro de 2026 Amazonas
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Política

Omar Aziz deve herdar Estado com dívida de R$ 10,8 bi e previsão de déficit

Projeto de diretrizes orçamentárias de 2027 prevê queda de 8,44% na receita do Amazonas. Governador eleito assume em janeiro.

Foto: CM7

O governador eleito do Amazonas, Omar Aziz (PSD), assumirá o Estado em janeiro de 2027 com as contas públicas pressionadas. O governo seguinte às gestões de Wilson Lima e Roberto Cidade, ambos do União Brasil, encontrará dívida de cerca de R$ 10,8 bilhões, queda na arrecadação e previsão de déficit.

Segundo o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, a receita estadual deve recuar 8,44%, de R$ 39,59 bilhões em 2026 para R$ 36,25 bilhões. As despesas estão projetadas em R$ 37,04 bilhões, o que deixa uma diferença de aproximadamente R$ 794 milhões entre o que o Estado deve arrecadar e o que deve gastar.

Previdência, precatórios e empréstimo

O PLDO também aponta outras obrigações que reduzem a margem para investimentos. A previsão é de resultado previdenciário negativo de R$ 2,28 bilhões em 2027. Os compromissos com precatórios e requisições de pequeno valor somam R$ 826 milhões.

Há ainda o empréstimo de R$ 1,462 bilhão contratado com o Banco do Brasil em outubro de 2026, na gestão de Roberto Cidade. O prazo de pagamento é de dez anos, e a amortização começa em novembro de 2027. Parte da conta, portanto, será paga já na administração de Omar Aziz.

Papel da Assembleia

O cenário reacende o debate sobre a atuação da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), responsável por analisar os orçamentos anuais e fiscalizar o Executivo. A aprovação das leis orçamentárias, por si só, não significa responsabilidade pelo endividamento. Ainda assim, cresce a cobrança por transparência sobre os critérios adotados e as medidas de fiscalização feitas pelos deputados nos últimos anos.

Integrante da Aleam, Alessandra Campêlo foi eleita vice-governadora na chapa de Omar Aziz e passará a fazer parte da gestão que terá de lidar com esse quadro financeiro.

Os números indicam menos espaço no orçamento para áreas essenciais, cujos reflexos tendem a alcançar também os municípios do interior, que dependem de repasses e investimentos estaduais. O governo eleito ainda não detalhou como pretende reorganizar as contas.

Com informações de CM7.