sexta-feira, 6 de novembro de 2026 Amazonas
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Sinetram suspende créditos do passe livre de estudantes da rede estadual em Manaus

Sindicato das empresas de ônibus alega dívida de R$ 25 milhões do Governo do Amazonas. Governador Roberto Cidade diz que pagou parcela em outubro e contesta o valor cobrado.

Foto: Amazonas Atual

O Sinetram, sindicato das empresas de ônibus de Manaus, anunciou nesta terça-feira (3) a suspensão dos créditos do passe livre estudantil para alunos da rede estadual de ensino. A entidade alega que tem R$ 25 milhões a receber do Governo do Amazonas.

Com a medida, estudantes das escolas estaduais da capital correm o risco de ficar sem o benefício. Ainda não há informação sobre quando os créditos serão retomados.

Governo diz que está pagando

Após o anúncio, o governador Roberto Cidade publicou um vídeo. Ele afirmou que o Estado pagou ao Sinetram R$ 3 milhões, referentes à parcela mensal, no dia 23 de outubro. Disse ainda que, neste ano, já foram repassados R$ 27 milhões para manter o passe livre.

O governador também contestou o valor cobrado pelas empresas. “Um contrato feito lá atrás com valores altíssimo não era o correto. O correto é o que estamos pagando por cada aluno e o valor que estamos depositando todos os meses é o valor de R$ 3 milhões”, declarou.

Entenda a origem do impasse

O passe livre estudantil foi instituído em convênio entre o Governo do Amazonas e a Prefeitura de Manaus, assinado em dezembro de 2021 pelo então governador Wilson Lima e pelo então prefeito David Almeida. O benefício começou em fevereiro de 2022. Cada ente arcaria com o custo dos alunos da própria rede.

O custo total foi estimado em R$ 156 milhões. A promessa inicial era atender estudantes que moravam a pelo menos 1 quilômetro da escola, mas o benefício foi estendido a todos os alunos das redes municipal e estadual de Manaus. Cerca de 190 mil estudantes passaram a usar o passe livre.

O desacordo atual gira em torno do valor por passagem. Segundo dados da prefeitura, a tarifa técnica em Manaus era de R$ 8,20, enquanto governo e prefeitura já subsidiavam as empresas para que cobrassem tarifas menores dos passageiros. A prefeitura defende que o Estado pague os R$ 8,20 por aluno da rede estadual.

O Estado passou a pagar apenas o equivalente à meia-passagem estudantil, R$ 2,50 por passagem, e depositou em juízo os valores relativos a meses não pagos em 2025. A prefeitura recorreu à Justiça para obrigar o cumprimento do convênio. O processo ainda tramita, sem decisão final.

Com informações de Amazonas Atual.