quinta-feira, 5 de novembro de 2026 Amazonas
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Às vésperas das eleições nos EUA, inflação e guerra com o Irã pesam no humor do eleitor

Americanos votam nesta terça (3) em eleições de meio de mandato que definem o controle do Congresso. Preços altos dominam a preocupação, apesar de emprego em alta.

Donald Trump
Foto: Daniel Torok / Wikimedia Commons (Public domain) — Foto: Daniel Torok / Wikimedia Commons (Public domain)

Os eleitores dos Estados Unidos chegam às urnas nesta terça-feira (3) com a economia no centro das atenções e com humor negativo. A votação, de meio de mandato, vai decidir se o Partido Republicano do presidente Donald Trump mantém o controle do Congresso. Trump não está na cédula, mas seu histórico econômico pesa na decisão.

O principal motivo do mal-estar é a inflação. Muitos americanos culpam as políticas do presidente, em especial as tarifas e a guerra com o Irã, pela alta persistente dos preços. Embora esteja bem abaixo do pico de 2022, o índice segue acima da meta de 2% do banco central e é sentido ao abastecer o carro, pagar contas de serviços ou comer fora.

Números mostram um quadro misto

Os dados, porém, não são só negativos. A taxa de desemprego foi de 4,2% em setembro e não passa de 4,5% há cinco anos seguidos, o período mais longo já registrado. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego estão perto do menor nível em 57 anos. A economia cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% no último trimestre, o melhor resultado do ano, e os investimentos empresariais subiram 12,7%, puxados pela demanda por inteligência artificial.

As pesquisas de confiança do consumidor também divergem. O indicador do Conference Board melhorou em outubro, enquanto o índice da Universidade de Michigan ficou perto da pior marca já registrada.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à CNBC na semana passada que as pesquisas podem soar pessimistas, mas que o comportamento de consumidores e empresas é sólido.

Salários, juros e moradia

Segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, preços ao consumidor e remuneração média por hora subiram cerca de 5,5% desde janeiro de 2025. Na prática, o poder de compra dos trabalhadores ficou onde estava quando Trump assumiu. O cenário piorou neste ano, após os ataques de EUA e Israel contra o Irã, que se tornaram uma guerra de oito meses e encareceram os combustíveis no mundo.

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) elevou os juros em setembro e deve fazer novo aumento em dezembro, segundo a apuração. O presidente da instituição, Kevin Warsh, chama a medida de "remédio monetário". Os juros de longo prazo também subiram: as hipotecas de 30 anos passam de 7% ao ano, e a oferta escassa de imóveis encarece a casa própria.

Economistas ainda alertam para fragilidades. Balanços de empresas como Amazon e Intel reforçaram dúvidas sobre a sustentabilidade do boom de gastos com IA e derrubaram índices como o Nasdaq.

Com informações de Portal do Holanda, Agência Brasil — Últimas notícias.

Foto de Donald Trump: Daniel Torok, licença Public domain (adaptada: fundo ampliado).