sábado, 31 de outubro de 2026 Amazonas
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Do caso Osterne ao ‘Giban’: relembre crimes que marcaram a história de Manaus

No Halloween, retrospectiva reúne casos de assassinatos com características semelhantes e suspeitos apontados como assassinos em série no Amazonas.

Foto: G1 amazonas

Manaus tem na sua história criminal casos que reforçam a fama de mistério ligada ao Halloween, celebrado neste 31 de outubro. São investigações sobre assassinatos com características parecidas e suspeitos que as autoridades chegaram a associar à figura do assassino em série, além de um episódio de ameaça de justiceiros.

O comerciante dos anos 1950 e 1960

Um dos casos mais antigos envolve o comerciante cearense José Osterne de Figueiredo. Três mortes ocorridas entre as décadas de 1950 e 1960 ficaram ligadas ao nome dele. Em 1953, um funcionário da alfaiataria dele foi achado morto durante a madrugada, no próprio local de trabalho. Sapatos do comerciante, com sinais de sangue, estavam ao lado do corpo.

Cerca de um ano depois, o antigo dono de uma mercearia comprada por José foi encontrado morto um dia após a venda. Em 1968, um engraxate de 13 anos foi estrangulado, e um carro usado no crime pertencia ao comerciante. Segundo o relato, os três crimes tinham características semelhantes, o que levantou a hipótese de um assassino em série.

Após quase 20 anos de investigações, José foi absolvido da morte do adolescente e deixou de responder pelos outros casos por falta de provas. Ele morreu em 1977 sem nunca ter sido condenado. As semelhanças entre os crimes não bastam para afirmar que tenham sido cometidos pela mesma pessoa.

Irmãos presos em 2014 e o grupo ‘Mão Branca’

Em 2014, dois irmãos, de 18 e 19 anos, foram presos suspeitos de matar homens homossexuais na capital. A investigação começou após o assassinato de um estudante de jornalismo, em 29 de novembro de 2013, na Zona Leste. Segundo a apuração da época, ele foi morto e roubado. Na ocasião, os irmãos chegaram a ser acusados de envolvimento em dez mortes, mas quatro vítimas foram identificadas, com crimes em um hotel no Centro e em bairros da Zona Norte.

Em 1980, o jornal A Notícia publicou que o grupo de supostos justiceiros ‘Mão Branca’, ligado a uma onda de mortes em Campina Grande (PB), chegaria a Manaus. Uma carta atribuída ao grupo falava em uma lista de 77 suspeitos ‘marcados para morrer’. Em abril, uma mala com armas e o símbolo do grupo foi encontrada em um carro diante de um hotel. Esses relatos, porém, não comprovam a existência de uma organização responsável por assassinatos na cidade.

Caso mais recente

Em janeiro de 2023, a Polícia Civil prendeu Natan de Melo Furtado, de 33 anos, o ‘Giban’, suspeito de matar três mulheres no Amazonas entre 2016 e 2022. De acordo com a polícia, duas vítimas foram mortas em Boca do Acre, no interior do estado, e tiveram os corpos queimados. A terceira, de 57 anos, foi morta em junho de 2022 no bairro Raiz, Zona Sul de Manaus, com 73 golpes de arma branca.

O delegado Ricardo Cunha, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), classificou o suspeito como serial killer pelas semelhanças entre os crimes. Segundo a polícia, ele já havia sido preso em flagrante em 2021 pelas mortes em Boca do Acre, mas fugiu para Manaus, onde teria voltado a matar.

Com informações de G1 amazonas.