Fachin homologa delação do fundador da Reag no caso Banco Master
João Carlos Mansur, dono da gestora que custodiou ativos do banco de Daniel Vorcaro, assinou o acordo com a PGR em setembro. A homologação saiu nesta sexta-feira (6).
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, homologou nesta sexta-feira (6) a delação premiada de João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag. A empresa custodiou ativos do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
O acordo foi assinado em setembro com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo as informações do caso, nos depoimentos e documentos já entregues aos investigadores, Mansur detalhou crimes financeiros atribuídos a Vorcaro e apontou outras pessoas envolvidas no esquema.
Indiciamento e busca da PF
Mansur foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) em janeiro. Em setembro, foi indiciado por gestão fraudulenta de instituição financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Nas negociações, ele ofereceu ajuda para recuperar R$ 20 bilhões do banqueiro. Os investigadores suspeitam que Vorcaro mantenha valores no exterior, fora do alcance das autoridades. Na delação, o investigado colabora com as apurações e produz provas em troca da redução da pena.
Fundos e ocultação de bens
A Reag administrava fundos que reuniam ativos de Vorcaro e de outros integrantes do Master. De acordo com as investigações, a alocação dos bens nesses fundos servia para esconder o beneficiário final e para desviar recursos para contas particulares do banqueiro e de familiares.
A gestora já havia entrado na mira das autoridades com a operação Compliance Zero, que apura a relação da empresa com o PCC (Primeiro Comando da Capital). O foco inicial da força-tarefa era a lavagem de dinheiro de negócios ilegais no setor de combustíveis.
Entre os ativos que passaram por fundos da Reag estão cotas do Resort Tayayá, no Paraná, que pertencia a familiares do ministro do STF Dias Toffoli. O fundo Arleen, que investiu no empreendimento, tinha como cotista Fabiano Zettel, cunhado e operador financeiro de Vorcaro. A informação foi revelada pelo jornal Estadão. Depois da crise provocada pela exposição de sua relação econômica com o Master, Toffoli admitiu que tinha participação no resort.
Com informações de Amazonas Atual.




