domingo, 1 de novembro de 2026 Amazonas
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Casarão de Ideias, no Centro de Manaus, reúne arte, moda e galeria subterrânea

Instalado na antiga Escola Saldanha Marinho, espaço cultural tem entrada gratuita e funciona de quarta a domingo, das 15h às 21h.

Foto: Rios de noticia

Quem passa pelo Centro de Manaus encontra no Casarão de Ideias um espaço que mistura patrimônio histórico, arte e lazer. O local fica na rua Saldanha Marinho, nº 717, e tem entrada gratuita. De acordo com a direção, abre de quarta-feira a domingo, das 15h às 21h.

O casarão funciona no prédio da antiga Escola Estadual Saldanha Marinho, construída em 1901 e tombada como patrimônio histórico estadual desde 1988. Na restauração, características originais foram mantidas e passaram a conviver com estruturas contemporâneas. O imóvel tem salas históricas restauradas, áreas verdes e espaços de convivência.

Papel cultural no Centro

Segundo o diretor, João Fernandes, o espaço tem ligação direta com o público jovem e, ao mesmo tempo, atua no resgate do patrimônio. “É um espaço que tem essa função, mas sem deixar de recuperar esse patrimônio para a modernidade”, afirmou.

Entre as atrações há lojas de moda e design com trabalhos de artistas locais. É o caso da Pororoca, loja temporária que fica no casarão de outubro a dezembro. Segundo o artista e proprietário, André Porto, ela reúne moda, arte e design autoral de marcas amazônicas, manauaras e de outras regiões do país. Ele defende que a ocupação amplia o acesso da população a prédios que tinham pouca circulação de visitantes.

O espaço também tem cinema e áreas para encontros. A assessora Lane Negreiros disse que o visitante pode assistir a filmes, fazer compras, reunir amigos ou apenas apreciar o local.

Galeria subterrânea

Outra atração é a Galeria dos Ingleses, descoberta durante a restauração e aberta para visitação na semana passada. A estrutura tem cerca de 40 metros de extensão. Conforme João Fernandes, foi construída para conduzir água da chuva até o rio e não é rede de esgoto.

A galeria continua em operação e, por isso, não recebe visitantes em dias de chuva. A construção combina técnicas de engenharia inglesa com mão de obra local e integra o sistema de drenagem da região central da capital.

A estudante Camile Maciel, que entrou no túnel pela primeira vez, disse ter achado a experiência “muito interessante”.

Com informações de Rios de noticia.