domingo, 1 de novembro de 2026 Amazonas
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Exportações brasileiras à UE crescem 21% com acordo Mercosul-Europa

Dados do MDIC mostram alta nas vendas de produtos beneficiados por redução de tarifas entre maio e setembro; abacate, mel e óleo de milho lideram.

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Imagem ilustrativa. Foto: dendoktoor / Pixabay — Imagem ilustrativa: dendoktoor / Pixabay

As exportações brasileiras de produtos beneficiados pelo acordo entre Mercosul e União Europeia cresceram 21% nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do tratado. A comparação é entre o período de maio a setembro deste ano e o mesmo intervalo de 2025. Os números foram divulgados na quinta-feira (29) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

As preferências tarifárias entraram em vigor em 1º de maio. Segundo o ministério, a medida ampliou a competitividade dos produtos brasileiros no mercado europeu e abriu novas possibilidades para empresas do país.

Produtos com maior alta

Os maiores avanços foram registrados em abacates frescos (421%), mel (367%) e óleo de milho (266%). Também tiveram crescimento expressivo:

– ferrossilício-manganês: 173%;
– alumínio em bruto: 107%;
– óleos combustíveis: 102%;
– etanol: 95,2%;
– óleo essencial de laranja: 75,8%;
– maçãs frescas: 29%.

No setor de equipamentos elétricos, os transformadores não tinham registrado vendas no período equivalente de 2025. Neste ano, as exportações chegaram a US$ 39 milhões entre maio e setembro.

Orientação a exportadores

Para ajudar empresas a aproveitar as condições negociadas, o MDIC disponibiliza no Portal Siscomex manuais de regras de origem, de desgravação tarifária e de indicações geográficas, além de tabelas de preferências tarifárias. O material explica as exigências para que os produtos acessem os benefícios previstos no tratado.

Negociação de mais de duas décadas

As negociações entre os dois blocos começaram em 1999. Os instrumentos do acordo foram assinados em janeiro deste ano, e a aplicação provisória das regras comerciais começou em 1º de maio. O tratado prevê redução ou eliminação gradual de tarifas e regras para facilitar o comércio.

O acordo conecta mercados com cerca de 720 milhões de pessoas e PIB combinado superior a US$ 22 trilhões. A expectativa, segundo o governo, é diversificar os destinos das exportações brasileiras, fortalecer a competitividade das empresas nacionais e ampliar a participação do país no comércio internacional.

Com informações de Agência Brasil — Últimas notícias, Amazonas Atual.

Imagem ilustrativa: foto de dendoktoor no Pixabay.